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sábado, 1 de outubro de 2016

No contexto da recente valorização da história política no plano nacional e internacional, a autora se propõe a explorar o significado dessa tendência, tomando-a como fruto das mudanças históricas ocorridas nas últimas duas décadas. Nesse sentido, o artigo se vale dessas transformações para fundamentar a análise, dividida em três movimentos: a troca do eixo temático que, no final da década de 1970, deixa o conceito de revolução para atentar ao de democracia (num processo que remete ao fim da URSS e a queda do muro de Berlim); a explosão de novos conflitos de cunho nacionalista e localista (de fundamentação étnica e religiosa); e a crise econômica mundial. Esses fatores, segundo a autora, teriam feito a democracia mostrar-se problemática, trazendo à tona questões de natureza política em todas as esferas do conhecimento - com a historiografia não seria diferente. A partir disso e da identificação de dois pólos muito definidos entre os trabalhos historiográficos brasileiros ¿ um negativista e outro ufanista ¿ o artigo sugere a produção de uma história política de longa-duração, que exponha questões como as mentalidades e a cultura de modo a desvendar o significado das representações que a instância política carrega.

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