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quarta-feira, 20 de abril de 2016

A conveniência de um legado adequável: representações de Tiradentes e da Inconfidência Mineira durante a Ditadura Militar

Por Aline Fonseca Carvalho

A presente dissertação é uma pesquisa sobre a contribuição da Ditadura Militar Brasileira na consolidação, construção e movimento da memória da Inconfidência Mineira. O problema está na construção e nas visões elaboradas ou reforçadas sobre esse movimento setecentista tão caro aos brasileiros, sobretudo mineiros e fluminenses.Através de jornais Estado de Minas e Jornal do Brasil, discursos, documentos oficiais e material didático foram traçadas as estratégias discursivas responsáveis por extrair do mito inconfidente tudo o que ele pudesse oferecer de contribuição para a aceitação do Regime Ditatorial Militar no Brasil entre 1964-1984. O uso político-ideológico daConjuração de 1789 priorizou o personagem Tiradentes, que é considerado um herói. As razões para essa escolha vão desde a consagração de Tiradentes como herói nacional e líder da Conjuração Mineira até ao fato de ele ter sido alferes de Cavalaria e, portanto,militar. Os enfoques mais comumente explorados por políticos brasileiros que enxergam na Inconfidência um mote de comparação, evocação de exemplos ou dívida de gratidão são o progresso e a liberdade, supostamente pleiteados pela conjura. No caso daDitadura Militar esses dois pontos foram explorados, mas em menor escala, até porque liberdade e ditadura não combinam. As palavras chaves para a apropriação no período aqui abordado seriam militarismo, religiosidade e disciplina.
Texto completo em : http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/VCSA-6X4R73/disserta__o.pdf?sequence=1

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