Pesquisar este blog

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Acervo Jornal do Brasil


Depois de 119 anos de vida, muitos dos quais na vanguarda jornalística e na história do próprio país, o Jornal do Brasil deixou de circular em sua versão impressa no último dia 31 de agosto de 2010, conseqüência de anos de dívidas e problemas seguidos de gestão. Mas o Jornal do Brasil está longe de ser apagado da memória. E não, não estamos nos referindo à versão online do jornal, hoje a única existência do que um dia foi o JB, mas sim ao arquivo histórico do jornal, totalmente digitalizado e disponível gratuitamente para a sua consulta.




Há alguns meses, está disponível na internet quase toda a coleção do Jornal do Brasil: de 1891 aos dias de hoje. O projeto de digitalização do arquivo histórico do jornal foi executado pelo Google, através de um acordo anunciado ainda no ano de 2008. A parceria levou para a internet mais de 17.608 de edições do jornal, muitas das quais a história do Brasil seria contada de uma maneira mais pobre.

O Jornal do Brasil foi um dos mais importantes jornais brasileiros no século XX. Embora pertencente ao Rio de Janeiro, o jornal rapidamente passou a fazer parte da vida nacional. Em seus primeiros anos, ainda no final do século XIX, defendeu a monarquia e foi utilizado como instrumento de crítica à República brasileira recém-instalada por seus fundadores, Joaquim Nabuco e Rodolfo Dantas. No início do século XX, passou para uma fase de oposição republicana e ajudou a implantar no país uma linha de jornalismo profissional. Nos anos 1950, ajudou a reformular o jornalismo brasileiro nos âmbitos estéticos e editoriais. Cobriu importantes acontecimentos da sociedade brasileira. Em algumas de suas criações, como um caderno de cultura, o Caderno B, propôs uma nova maneira de se pensar a cultura no país e ditou moda na imprensa brasileira, que passou a se dedicar também a cobertura da cultura e não apenas da política ou economia.


Clique aqui para ter acesso ao acervo.

Um comentário:

Danilo disse...

Bacana Jessé. Muito bem "historiado"!!!! heheehe